
Você já sentiu aquela vontade quase que incontrolável de empreender?
Mas aí quando vem alguém e pergunta “em quê?” o seu cérebro simplesmente responde:
“em alguma coisa.”
Isso não é falta de vontade, você sabe...
Também não é preguiça e nem muito menos uma incapacidade sua de fazer acontecer (espero). É só um desejo genuíno de não querer mais viver uma vida que te entregaram pronta, embrulhada em papel pardo e com um manual de instruções chamado CLT.
Porque, convenhamos… o problema não é trabalhar. O problema é trabalhar sabendo que você está trocando seu tempo de vida por algo que não faz sentido algum pra você.
Eis que surge o pensamento
Então surge o pensamento mágico:
“Quero empreender.”Ele aparece assim, numa terça-feira à noite. Depois de um dia longo cheio de reuniões que poderiam muito bem ter sido alguns e-mails.
Mas o problema é que esse pensamento não vem acompanhado de um pitch digno do Vale do Silício, nem de um plano de negócios bem estruturado, ou sequer ao menos de uma mísera ideia.
Ele vem sozinho.
Crú.
Esse pensamento é, na verdade, só uma vontade.

E aí que começa o conflito. Porque, ao mesmo tempo em que você quer empreender, você não faz ideia do quê!
Isso soa quase como uma piada
“Mas como assim você quer empreender e não sabe em quê?”
“Você precisa achar um problema!”
“Você precisa encontrar um nicho!”
“Você precisa escalar!”
Calma.
Eu só queria parar de sentir que estou desperdiçando os meus dias.

O mito do empreendedor iluminado
Existe uma narrativa muito bem ensaiada de que o empreendedor nasce sabendo. Que um belo dia ele acorda com uma ideia brilhante, abre um bloco de notas, escreve algo revolucionário e pronto: surge uma startup unicórnio.
Na vida real, geralmente é assim:
Você abre o bloco de notas… olha pra tela… fecha o bloco de notas.
E vai dormir com aquela sensação incômoda de que existe algo em você que quer sair, mas ainda não sabe por qual porta.

Empreender, nesse estágio, não é sobre ganhar dinheiro. É mais sobre querer autonomia, querer decidir por si mesmo o seu caminho sem precisar pedir permissão pra existir profissionalmente.
Mas isso ninguém quer postar no Instagram (talvez eu no LinkedIn).
Quando a vontade vem antes do caminho
Talvez o erro esteja em achar que primeiro vem a ideia e depois a vontade. Quando, na verdade, muitas vezes é o contrário.
A vontade de empreender surge como um desconforto. Uma coceira existencial. Uma sensação de que a vida profissional está pequena demais para quem você está se tornando.
E aí você se culpa por não saber o que fazer, mas ninguém te contou que clareza não costuma ser o ponto de partida — ela é o resultado do movimento.
É andando que o caminho aparece.
É testando que a ideia se revela.
É errando que o “em quê” começa a ganhar forma.
Esperar saber exatamente o que fazer antes de começar é como querer aprender a nadar depois que a água ficar rasa.
Talvez você não saiba empreender

Nem toda vontade de empreender é só, de fato, sobre abrir uma empresa. Muitas vezes é, também, o desejo de:
— Usar mais a própria criatividade
— Não viver no automático
— Sentir que o esforço diário constrói algo que é seu
E tudo bem não saber ainda por onde ir.
O problema não é a falta de resposta. O problema é continuar vivendo como se a pergunta nunca tivesse sido feita.Então, se você sente vontade de empreender sem saber o que fazer, talvez você esteja exatamente onde deveria estar: no começo de algo que, por hora, ainda não tem nome.
Um beijo no seu coração 😘
E aí, o que achou do assunto? Me manda uma DM lá no Instagram e me conta qual é a sua opinião :)





